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	<title>Raia Diplomática</title>
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		<title>Semana de  estudo do INHESJ em Lisboa</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 20:51:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raia Diplomática</dc:creator>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<description><![CDATA[A viagem de estudo da 24ª promoção do Instituto Nacional de Altos Estudos da Segurança e da Justiça (INHESJ) estabelecimento público administrativo sob a tutela do Primeiro-Ministro de França far-se-á a Portugal de 1 4 a 17 de Maio de 2013, como foi anunciado no comunicado de imprensa de 28 de Setembro último, por ocasião [...]]]></description>
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<pstyle="text"-align.center;> <strong>A viagem de estudo da 24ª  promoção do Instituto Nacional de Altos Estudos da Segurança e da Justiça  (INHESJ)  estabelecimento público  administrativo  sob a tutela do  Primeiro-Ministro de  França far-se-á a Portugal de 1 4  a 17 de Maio de  2013,  como foi anunciado no comunicado de  imprensa de 28 de Setembro último, por ocasião da visita preparatória a  Lisboa,  de 1 a 3 de  Outubro de 2012, do director deste  Instituto, André Michel Ventre e de dois dos seus  colaboradores. </strong> <span id="more-4055"></span></p>
<p>A 24ª promoção  agrupa  cento e dez  auditores que são altos funcionários do  Estado (membros do corpo prefeitoral,  administradores civis,  oficiais superiores, “Commissaires divisionnaires de police”&#8230;.), magistrados,  eleitos nacionais e locais, bem como personalidades civis com  responsabilidades nos sectores económicos ou  associativos  relacionadas com as questões de segurança e de  justiça. No âmbito de seminários  temáticos mensais, esta formação de alto nível,  trata dos principais  riscos e ameaças que pesam sobre as nossas sociedades e dos meios a  desenvolver  para lhes fazer  frente. </p>
<p>Tradicionalmente o seminário  do mês de Maio é consagrado  a  uma viagem de estudo a um país estrangeiro que permite uma  abordagem comparada das políticas de segurança e justiça e da organização dos  diferentes  intervenientes  neste domínio.<br />
Durante  a visita a Portugal  estão previstos encontros com institutos de  formação das Forças de segurança e de Justiça, actores portugueses e europeus do  mundo da segurança, município de Lisboa&#8230;  </p>
<p>A sessão de abertura  terá  lugar no próximo  dia 14  de  Maio pelas   14h30, no  Hotel Altis  (rua Castilho, 21 em  Lisboa ), na presença  do Juiz desembargador Antero Luís,  Secretário-geral do Sistema  de  Segurança  Interna.</p>
<p>André Michel Ventre dará uma  conferência de imprensa  no dia 14 de Maio às  14h 00, no  Hotel  Altis  para fazer uma apresentação do Instituto  Nacional dos Altos Estudos da Segurança e da Justiça (INHESJ) e para falar desta semana  de estudo em Portugal.</p>
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		<title>Chicotada psicológica (1ª parte)</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Apr 2013 11:24:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raia Diplomática</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<description><![CDATA[No futebol quando os resultados de uma equipa não são expectáveis, o treinador é normalmente o primeiro sacrificado. A este expediente, a gíria futebolística dá-lhe o nome de &#8220;chicotada psicológica&#8221;. Quanto à eficácia desta medida, é muito incerta. Há vários factores que podem determinar o sucesso ou a tragédia, como sejam: a capacidade técnica, o [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No futebol quando os resultados de uma equipa não são expectáveis, o treinador é normalmente o primeiro sacrificado. A este expediente, a gíria futebolística dá-lhe o nome de &#8220;chicotada psicológica&#8221;.</strong></p>
<p>Quanto à eficácia desta medida, é muito incerta. Há vários factores que podem determinar o sucesso ou a tragédia, como sejam: a capacidade técnica, o trabalho de equipa, a selecção dos melhores jogadores disponíveis para o sistema táctico seleccionado, o permanente e aperfeiçoado conhecimento do mercado; porém, há uma característica que é determinante em qualquer organização: a confiança.</p>
<p>O mesmo acontece em todas as áreas da sociedade, incluindo a política, onde a confiança, ou pelo menos o respeito entre governantes e governados, é um factor essencial em qualquer regime democrático digno desse nome.</p>
<p>Associado a essa qualidade anteriormente referida vem a tolerância, que vai modelar o equilibrio do estado de direito. O confronto entre as autoridades policiais e os manifestantes na últma greve geral, junto às escadarias da Assembleia da República, retrata simbolicamente o jogo da corda que, vai balançando de um campo para o outro, onde parece que já está muito próximo do &#8220;coeficiente de cagaço&#8221;; e com o avolumar das tensões sociais, poderá inclusive atingir o ponto de ruptura abrupto com consequências imprevisíveis.</p>
<p>Na sequência das infelizes palavras de Christine Lagarde sobre a Grécia, em que esta secamente declarava que estava mais preocupada com as crianças africanas que com as crianças helénicas; foi criado numa rede social, uma página denominada &#8220;Greeks are against Lagarde&#8221;; e de imediato essa página cresceu exponencialmente nos primeiros dias. Gregos, mas também portugueses, italianos e espanhóis aderiram com muita força, como de um chamamento da irmandade greco-latina tivesse sido emanado.</p>
<p>Através desse espaço virtual, uma médica grega a trabalhar em Cambridge, indagou-me qual eram as diferenças e semelhanças entre a crise grega e portuguesa. A ideia que me veio à cabeça após alguns minutos de reflexão, foi que &#8220;Portugal estava atrasado um ano&#8221;.</p>
<p>É curioso que cada país intervencionado, toma a atitude de se afastar do seu congenére. Os irlandeses dizem que nada têm haver com portugueses. Lusos bradam que a tragédia financeira e social só existe na Grécia. Espanhóis recusavam-se comparar com os seus vizinhos, e que jamais serão regastados.<br />
Esta lenga-lenga trivial, em que cada um foge do outro, como alguém dito normal foge de um  leproso; e que nunca tentaram procurar a unidade para fazer face às ameaças dos especuladores financeiros e da sobranceria germano-nórdica.</p>
<p>Apesar da localização geopolítica de Portugal ser completamente diferente dos helenos, todavia, em termos estruturais sofrem dos mesmos problemas. É curioso que o diagnóstico que é feito das insuficiências de cada país sejam diferentes. No verão passado, esteve em Lisboa um amigo meu que reside em Atenas; e explicou-me que segundo a opinião pública grega, tem a percepção que a corrupção é o seu grande &#8220;calcanhar de aquiles&#8221;, e quanto ao português será a falta de organização. Será? Voltando à conversa com a médica grega, referiu-me que a maior parte dos hospitais já não tinham medicamentos.</p>
<p> Hoje, neste cantinho da Europa, discute-se o racionamento (e não a racionalização) das terapêuticas e dos medicamentos. Tudo se encaminha para o despontar do &#8220;momento grego&#8221; tenha o seu desenvolvimento por cá, em meados do primeiro semestre do próximo ano.</p>
<p>Bruno Caldeira</p>
<p>Nota: Este texto foi escrito em Dezembro 2012.</p>
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		<title>Apresentação do livro CRÓNICAS INESPERADAS SOBRE O MUNDO, da autoria de Bruno Caldeira, no Palácio da Quinta da Piedade</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Apr 2013 11:38:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raia Diplomática</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[No próximo dia 9 de Abril (3ª feira), pelas 15 horas, será apresentado o livro CRÓNICAS INESPERADAS SOBRE O MUNDO, da autoria de Bruno Caldeira, no Salão Nobre do Palácio da Quinta da Piedade, em Póvoa de Santa Iria. A apresentação da obra literária estará a cargo de Jorge Ribeiro, presidente da Junta Freguesia de [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>No próximo dia 9 de Abril (3ª feira), pelas 15 horas, será apresentado o livro CRÓNICAS INESPERADAS SOBRE O MUNDO, da autoria de Bruno Caldeira, no Salão Nobre do Palácio da Quinta da Piedade, em Póvoa de Santa Iria.  A apresentação da obra literária estará a cargo de Jorge Ribeiro, presidente da Junta Freguesia de Póvoa de Santa Iria.</strong>  </p>
<p> CRÓNICAS INESPERADAS SOBRE O MUNDO é uma volta ao mundo sobre o principais acontecimentos sociais e políticos da última década.</p>
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		<title>Hugo Chávez &#8211; as relações luso venezuelanas (3ª parte)</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Mar 2013 11:17:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raia Diplomática</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<description><![CDATA[O fomento das relações entre Portugal e a Venezuela muito se deve à famosíssima resposta do rei Juan Carlos a Hugo Chávez – “Porque que no te callas”, na cimeira ibero-americana realizada em Santiago do Chile, em 2007. Hoje, o antigo primeiro-ministro, José Sócrates, que tem sido diabolizado pela gestão financeira que mergulhou o país [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>  <strong>O fomento das relações entre Portugal e a Venezuela muito se deve à famosíssima resposta do rei Juan Carlos a Hugo Chávez – “Porque que no te callas”, na cimeira ibero-americana realizada em Santiago do Chile, em 2007.</strong></p>
<p>Hoje, o antigo primeiro-ministro, José Sócrates, que tem sido diabolizado pela gestão financeira que mergulhou o país num défice orçamental impensável; no entanto, em certos pormenores, nomeadamente, no que diz respeito à política externa, demonstrou alguma inteligência, ao conseguir ter uma relação amistosa com Hugo Chávez, num período em que relações entre Madrid e Caracas não estavam de todo no seu melhor, devido à indelicadeza do monarca espanhol. E em poucos anos, conseguiu transformar uma quase insignificante ligação comercial, até 2007, em que se cifrava nos 17 milhões de euros, para em 2010 atingir os 1.100 milhões de euros. É uma evolução claramente auspiciosa para ambos países.</p>
<p>Espera-se que o desenvolvimento destas relações continue a florescer, mas temo que a falta de sensibilidade e de estratégia do actual ministro dos negócios estrangeiros venha a minimizar a dinâmica até aí empreendida. Curiosamente em 2011, nas páginas do jornal Sol, o então líder do partido popular, referia-se a Chávez nos seguintes termos “é um ditador, e só não vê quem não quer”. Agora, no papel de chefe da diplomacia portuguesa, reconhecia-o como “um grande amigo de Portugal”, e foi o representante do estado português nas cerimónias fúnebres. Deve ter mordido a língua incessantemente nos últimos dias.</p>
<p>Para além da significativa comunidade portuguesa, que se estima em meio milhão de pessoas, que deveria ser um factor determinante da diplomacia portuguesa, mas infelizmente não é. Vejamos a insensata medida do governo, em cobrar 100 euros aos emigrantes e seus descendentes para aprenderem a língua da sua pátria. É simplesmente lamentável! Pois o ensino da língua portuguesa à sua diáspora é um dever do estado com os seus cidadãos.</p>
<p>Contudo, vamos esperar que haja alguma luz na política externa, para não continuar a maltratar os seus cidadãos, e considerar a América Latina como uma das suas prioridades, não só em termos comerciais, mas também na afectividade entre os povos.</p>
<p>Bruno Caldeira</p>
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		<title>Cartoon Xira 2012</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Mar 2013 22:53:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raia Diplomática</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[De 2 de Março a 14 de Abril, o evento traz a um dos ex-libris de Vila Franca de Xira, o celeiro da Patriacal, a retrospectiva do ano social, cultural, político, desportivo e económico de 2012, pelo traço engenhoso e mordaz dos melhores cartoonistas portugueses da actualidade: António, Carrilho, Cid, Cristina, Gonçalves, Maia, Monteiro. Este [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>De 2 de Março a 14 de Abril, o evento traz a um dos ex-libris de Vila Franca de Xira, o celeiro da Patriacal, a retrospectiva do ano social, cultural, político, desportivo e económico de 2012, pelo traço engenhoso e mordaz dos melhores cartoonistas portugueses da actualidade: António, Carrilho, Cid, Cristina, Gonçalves, Maia, Monteiro.</strong></p>
<p> Este ano, o artista convidado para a exposição paralela é o colombiano, Omar Turcios, que já arrecadou 72 distinções mundiais pelo seu trabalho, de onde se destacam o 3.º lugar no  “The first International Caricature Art Competition”, com a caricatura de Bruce Lee (China, 2011) e a Medalha de Prata no “Segundo Gold Panda International Cartoon and Illustration Competition” (China, 2012), competições de referência mundial. Considerado pelos seus pares como um génio da caricatura e do humor gráfico é natural da Colômbia, estando radicado, há vários anos, em Espanha (Alcalá de Henares, a 30 kms da capital espanhola). No país vizinho a sua carreira já é digna de nota. Foi, em 1998, Professor Honorífico de humor gráfico na conceituada Universidade de Alcalá de Henares, sendo que ao mesmo tempo tem vindo a publicar os seus trabalhos em grandes títulos informativos daquele país, refira-se nomeadamente o Diário El Mundo e o El Economista, assim como a Revista Quevedos, uma referência no que concerne à área da imprensa especializada.</p>
<p>Entrada livre!</p>
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		<title>Conferência &#8220;Mar e a saída da crise&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Mar 2013 21:59:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raia Diplomática</dc:creator>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<description><![CDATA[Tem lugar na próxima 3ª feira, dia 26 de Março, pelas 18 horas, no salão nobre da Sociedade Histórica para a Independência de Portugal (SHIP), a conferência &#8220;Mar e a saída para crise&#8221;, que será proferida pelo Almirante Nuno Vieira Matias. Este evento está inserida no ciclo de conferências &#8220;Portugal, Legado e Futuro&#8221;. A entrada [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Tem lugar na próxima 3ª feira, dia 26 de Março, pelas 18 horas,  no salão nobre da Sociedade Histórica para a Independência de Portugal (SHIP), a  conferência &#8220;Mar e a saída para crise&#8221;, que será proferida pelo Almirante Nuno Vieira Matias. Este evento está inserida no ciclo de conferências &#8220;Portugal, Legado e Futuro&#8221;. A entrada é livre.</strong></p>
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		<title>Casa do Brasil em Santarém acolhe amanhã a apresentação do livro CRÓNICAS INESPERADAS SOBRE O MUNDO</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Mar 2013 21:52:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raia Diplomática</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[headlines]]></category>

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		<description><![CDATA[Amanhã, dia 23 de Março (sábado), pelas 16 horas,realizar-se a apresentação do livro CRÓNICAS INESPERADAS SOBRE O MUNDO, da autoria de Bruno Caldeira, na Casa do Brasil, em Santarém. A apresentação desta obra estará a cargo de António Valente, vereador da cultura da Câmara Municipal de Santarém. Crónicas Inesperadas Sobre o Mundo, é uma volta [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Amanhã, dia 23 de Março (sábado), pelas 16 horas,realizar-se a apresentação do livro CRÓNICAS INESPERADAS SOBRE O MUNDO, da autoria de Bruno Caldeira, na Casa do Brasil, em Santarém. A apresentação desta obra estará a cargo de António Valente, vereador da cultura da Câmara Municipal de Santarém. Crónicas Inesperadas Sobre o Mundo, é uma volta ao mundo sobre os principais acontecimentos sociais e políticos que marcaram a última década.</strong>  </p>
<p>Sinopse</p>
<p>“Ao longo do tempo, fui escrevendo inesperadamente vários artigos de opinião para alguns jornais, como sejam o Reconquista de Castelo Branco, Jornal de Defesa e Relações Internacionais e para o Gothic Times – jornal da Universidade de New Jersey City, e mais recentemente para a edição digital da minha Raia Diplomática, que aliás servirá para assinalar o seu primeiro aniversário.</p>
<p>À semelhança da viagem da “Sagres”, as Crónicas Inesperadas Sobre o Mundo, têm o propósito de olhar, analisar e interpretar os acontecimentos e atitudes no mundo que “me forçaram” a meditar e a formalizar o meu pensamento, e que, apesar de críticos, pretendem indicar algumas ideias, alguns princípios, alguns caminhos sobre os assuntos versados.</p>
<p>Outra razão que me fez escrever este ensaio foi a pouca consideração que os principais órgãos de comunicação social dão aos temas da política e da actualidade internacional, olvidando que os portugueses foram os pioneiros da globalização. Também fui estimulado por outras opiniões que entravam em choque com as minhas concepções de ver o nosso mundo” .</p>
<p>Do autor</p>
<p>Bruno Caldeira nasceu em Bemposta do Campo. Em 2009, funda a revista Raia Diplomática que versa assuntos de actualidade internacional. “Crónicas Inesperadas Sobre o Mundo” é o seu primeiro livro, que consiste numa selecção de textos que foram escritos nos últimos dez anos em diversas publicações como o Jornal de Defesa e Relações Internacionais, no Reconquista (Castelo Branco), no Gothic Times – jornal da Universidade de New Jersey City, quer na própria Raia Diplomática.</p>
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		<title>Hugo Chávez (2ª parte)</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Mar 2013 12:55:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raia Diplomática</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[newsflash2]]></category>

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		<description><![CDATA[Na dimensão internacional, a sua acção foi enorme. De uma certa forma, não se tem prestado com a devida atenção para a sua obra e para o seu legado; muito por causa das clivagens ideológicas. Em primeiro lugar, auxiliou os depauperados cofres de Cuba, através de uma relação comercial e de amizade intensa: petróleo e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>  <strong>Na dimensão internacional, a sua acção foi enorme.</strong>  </p>
<p>De uma certa forma, não se tem prestado com a devida atenção para a sua obra e para o seu legado; muito por causa das clivagens ideológicas.  </p>
<p>Em primeiro lugar, auxiliou os depauperados cofres de Cuba, através de uma relação comercial e de amizade intensa: petróleo e seus derivados por assistência médica e social. E no âmbito da propagação do “socialismo do XXI”, outros países da região foram contemplados com a sua &#8220;generosidade&#8221;, como é o caso da Nicarágua.</p>
<p>Podemos então considerar como o grande momento para o início da emancipação da América do Sul a eleição de Hugo Chávez em 1998. A partir desse momento, eleição após eleição, a esquerda e o seu antiamericanismo mais ou menos mitigado, começou o tomar conta do subcontinente: como foi a histórica eleição do persistente Luís Inácio Lula da Silva em 2002, do clã Kirchner começou a governar a Argentina a partir de 2003; no ano seguinte, Tabaré Vasquez vence no Uruguai. Pela primeira vez um indígena vence na Bolívia, no caso, Evo Morales, em 2005 e, no ano subsequente, no vizinho Equador, Rafael Correa faz a mesma façanha; o antigo padre Fernando Lugo faz o mesmo no Paraguai em 2008, e mais recentemente Ollanta Humala, venceu em 2011.(2)</p>
<p>Impulsionou a unidade sul-americana através da constituição de várias comunidades como o Petrocaribe, a Aliança Bolivariana das Américas (ALBA), a União das Nações da América do Sul (UNASUR) que, é uma associação entre a Comunidade Andina das Nações (CAN) e o Mercosul.</p>
<p>De todas elas, a mais desenvolvida e promissora é o Mercosul, embora desde a sua fundação com o Tratado de Assunción, em 1991, o seu estado de progressão político, ainda não está tão notório em relação à União Europeia que serviu-lhe de inspiração. E, foi só a 12 de Agosto de 2012, é que a Venezuela entrou formalmente na comunidade que junta Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai que, agora encontra-se suspenso devido ao golpe de estado intentado contra Fernando Lugo. Aliás, a nação guarani tinha sido a grande oponente da adesão de Caracas.</p>
<p>O chavismo ou o legado de Hugo Chávez, terá nos próximos anos, um desafio intenso. E, não só no seu país, como também no Mercosul. Por exemplo, na campanha eleitoral que elegeu Dilma Roussef, como presidente do Brasil; parte da oposição criticava Lula da Silva, sobre a cooperação muito próxima com a Venezuela, com o receio que isso provocaria os EUA. Outra corrente, ainda mais radical, apelava a uma maior ligação a Washington, o que seria o desmoronar do Mercosul, a grande prioridade da política externa brasileira que, já foi tentado através da criação da Associação de Comércio Livre das Américas (ALCA).</p>
<p>Com a muito provável alternância de poder nos próximos anos, os desafios que se impõem é saber: primeiro, observar se a democracia está minimamente consolidada, isto é, se as forças armadas e se a influência externa terão a força suficiente para derrubar a vontade popular. Segundo, com a eventual subida ao poder dos partidos da oposição, se a sua vontade será continuar a contribuir para a solidificação do Mercosul e das outras comunidades latino-americanas.</p>
<p>É evidente que politicamente e culturalmente existem duas Américas: a do norte e a latina.</p>
<p>Uma das mais pertinentes questões, que está munida de um carácter filosófico e sonhador &#8211; é perspectivar se algum dia, a América Latina, se unirá numa confederação coesa. E por outro lado, qual seria a sua relação com o seu grande vizinho: inimigo ou parceiro, nos desafios da globalização que, vêem a ameaça chinesa, em termos políticos e económicos cada vez maior. </p>
<p>Nessa via, a activação da quarta frota para a costa do Atlântico e a recente proposta de Barack Obama, para a criação de uma zona livre de comércio entre os EUA e a Europa, até agora relegada para segundo plano em relação ao Oriente. Os próximos tempos dirão se essas manobras serão uma ameaça ou um novo plano de acção para com a América que fala português e espanhol.</p>
<p>Mas a grande mestria de Hugo Chávez foi a sua relação com o seu grande rival. Apesar da tensão entre as duas nações que foram bem audíveis: nas nacionalizações que lesaram os interesses de Washington; as alianças que fez com os inimigos do outro – Irão e Coreia do Norte -, os impropérios caricatos e insultuosos a George W. Bush que ficou na memória de todos, a quando de uma assembleia-geral das Nações Unidas, em que chamou de “señor diablo”, “demónio”; e apesar de tudo isso, conseguiu manter os laços diplomáticos, sendo inclusive o seu principal parceiro comercial.</p>
<p>Puerilmente, a correspondente da televisão pública portuguesa, no âmbito das reportagens sobre a percepção e reacção da administração norte-americana à morte de Chávez, relatou então um episódio em que opinou  insolentemente, pois segundo a jornalista, a oferta de um livro sobre a história da Venezuela e de Simon Bolívar a Barack Obama;  considerando que uma personalidade que estudou na Universidade de Harvard, uma das melhores universidades do mundo, não precisava de tal literatura, pois estava-o a rotular de ignorante.</p>
<p>Esta opinião (discutível e preconceituosa) da jornalista portuguesa ilustra bem como foi e, como é sentida a figura de antigo presidente venezuelano; cheia de controvérsia e com as paixões e ódios a iluminar a dialéctica, com os seus inflexíveis apoiantes e detractores na linha da frente deste debate. Ninguém ficou-lhe indiferente ao seu carisma e percurso de vida.</p>
<p>Já agora, a oferta do livro sobre Simon Bolívar que, fala sobre o grande libertador dos povos da América sobre o jugo espanhol, significou muito mais que uma mera história ou um acontecimento do passado. Representa sim, um simbolismo político muito simples – a luta contra o imperialismo.</p>
<p>Bruno Caldeira</p>
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		</item>
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		<title>Hugo Chávez (1ª parte)</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Mar 2013 19:26:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raia Diplomática</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<description><![CDATA[Existem (pelo menos) três adjectivos que bem caracterizavam Hugo Chávez – carisma, controvérsia e coragem. É unânime reconhecer o antigo chefe de estado da República Bolivariana da Venezuela como a figura maior da América Latina nos últimos catorze anos, e uma das mais mediáticas a nível planetário. Porém, a sua chegada ao poder não foi [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>  <strong>Existem (pelo menos) três adjectivos que bem caracterizavam Hugo Chávez – carisma, controvérsia e coragem.<br />
</strong>  </p>
<p>É unânime reconhecer o antigo chefe de estado da República Bolivariana da Venezuela como a figura maior da América Latina nos últimos catorze anos, e uma das mais mediáticas a nível planetário. Porém, a sua chegada ao poder não foi nada pacífica. </p>
<p>A sua primeira tentativa foi em Fevereiro de 1992, através de um golpe de estado falhado contra o então presidente Carlos Andrés Pérez, valendo-lhe a prisão durante dois anos. No dia 6 de Dezembro de 1998, o coronel Chávez é eleito pela primeira vez, presidente da república; e a partir daí uma enorme revolução política dar-se-ia na América do Sul, cujo seu apregoado “socialismo do século XXI”, ir-se-ia transformar numa onda rosa-vermelha.</p>
<p>Para além de pretender encarnar o seu herói nacional – Simon Bolívar -, efectivamente conseguiu alterar o arquétipo político no subcontinente; contudo teve a preciosa ajuda das consequências que a Queda do Muro de Berlim proporcionou como sejam: o fim do comunismo na Europa, o isolamento de Cuba e o início da hegemonia dos Estados Unidos; que mudou então, a agulha principal da sua estratégia geopolítica para o Médio Oriente. Descurando, por essa via, o apoio musculado aos governos por si “plantados”.<br />
Porém, o seu ponto de afirmação como grande líder, aconteceu em 2002, quando uma tentativa de golpe de estado apoiado por Washington, levando inclusive Pedro Carmona, presidente da principal associação patronal, a intitular-se presidente interino. E com só a força popular e dos seus fiéis, que é Hugo Chávez retomou o poder. Esse episódio simbolizou que algo de especial estava para acontecer, pois um evento desta envergadura, e com os objectivos a que se propunha, normalmente teria um outro desfecho.</p>
<p>A nível interno, a sua política de ajuda aos mais pobres é a sua grande marca de governação. De 1999 para 2012, a pobreza extrema que cifrava-se nos 21,7% passou para 10,7% ; o desemprego de 14,9% para 6,5% ; o analfabetismo de 9,1% para 4,9% ; o índice de Gini (que mede a desigualdade) deslocou dos 0,46 para 0,39. Para não falar do seu exponencial crescimento económico, em que o seu PIB saltou dos 91 mil milhões de dólares para os 328 mil milhões de dólares. Perante o sucesso em minorar o sofrimento dos mais fracos, alguns advogam que tal só foi possível graças à força dos petrodólares. Sendo um facto, pois cerca de metade do seu PIB é gerado pelas receitas dos seus recursos energéticos; mas a verdade é que conseguiu mitigar as desigualdades sociais, promovendo um maior equilíbrio, ao contrário de certos países da velha Europa que, foram brindados durante décadas com avultados recursos financeiros, mas que no entanto, cada vez estão mais pobres e sem ambição; e a maior parte da classe média, está a engrossar as fileiras das classes mais baixas, e não se prevendo no curto prazo uma substancial inversão.</p>
<p>Todavia, nem tudo são um “mar de rosas”. Há dados macroeconómicos preocupantes, nomeadamente, no que diz respeito à inflação, que segundo o Banco Central da Venezuela está nos 27,6%, e a dívida externa aumentou para os 95 mil milhões de dólares. Também há problemas na administração da justiça, na segurança (comum no espaço latino americano), e na relação com os órgãos de comunicação social, embora esse seja um conflito que está a ser instigado a partir de fora.</p>
<p>Bruno Caldeira</p>
<p><a href="http://www.raiadiplomatica.com/wp-content/uploads/2013/03/chávez.jpg"><img src="http://www.raiadiplomatica.com/wp-content/uploads/2013/03/chávez.jpg" alt="chávez" width="640" height="360" class="aligncenter size-full wp-image-4001" /></a></p>
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		<title>Portuguese Wine Pack to Entertain Family without Breaking the Bank</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Mar 2013 22:26:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raia Diplomática</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estilo de Vida]]></category>
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		<description><![CDATA[Despite Portugal being one of the smallest countries in southern-western Europe—about the size of the state of Indiana—it is blessed with contrasting terroirs and region-specific wine varietals that result in an abundance of wine and spirits offerings. Home to the Douro Valley, the oldest demarcated wine region in the world, Portugal’s long-standing tradition in wine-making [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Despite Portugal being one of the smallest countries in southern-western Europe—about the size of the state of Indiana—it is blessed with contrasting terroirs and region-specific wine varietals that result in an abundance of wine and spirits offerings. Home to the Douro Valley, the oldest demarcated wine region in the world, Portugal’s long-standing tradition in wine-making coupled with modern efforts, has contributed to a lengthy list of quality drinking choices from the North to the South of the country and practically everywhere in between. You can expect everything from “Espumantes” and fortified wines, including the famous Port wines, to brandies and aged aguardentes (fiery water, if you will), and even Portuguese-only wines like the young fizzy “Vinho Verde” and “Vinho Verde Tinto.”</strong></p>
<p>Hence, choosing wines for a family gathering proved difficult, but not entirely impossible. After much moaning and groaning, I finally narrowed my list down to six wines that seemed appropriate to pair with our four-course meal.</p>
<p>Welcome with a White Port</p>
<p>My Port wine of choice is a Tawny. But when it comes to welcoming my family, I pull out the White Port and a bucket of ice. Chilled White Port with a drop of lemon or orange peel makes for an ideal aperitif to entertain my guests, as I put the finishing touches on the food. This is also a good opportunity to bring out the charcuterie offerings, a soft, creamy cheese, olives and maybe some almonds—which if you have time that morning, lightly toast on a frying pan and season with an herb of your choice (sweet rosemary works for me), which will complement the Port and leave a pleasant perfume throughout your house. Who needs scented candles!</p>
<p>Sónia Andreson-Nolasco</p>
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